Saturday, July 16, 2011

artistas recentemente descobertos (por mim)



acima: Cy Twombly, sem título, 1953


acima: Hans Hartung, Ohne Titel, 1977


acima: K.R.H. (d.i. Kurt R. Hoffmann), Sonderborg

Saturday, September 4, 2010

alagoas



Olhe aí o Alagoaníssimo Eliezer Setton, com forró pra ninguém "butar" defeito, e que ninguém resiste também. Aff maria! 

Tuesday, August 31, 2010

cavalheiro de fina estampa

Descobri o blog do Aguinaldo Silva hoje. Rapaz, que deleite! Eu sou muito chata para ler blogs, a maioria não me interessa. Mas esse não é que eu li até o final, e fiquei querendo mais. Claro, ele escreve beníssimo; e achei tudo muito interessante. Vou voltar. E aqui um vídeo que eu "roubei" do blog dele, nome da sua próxima novela, Fina Estampa:

Thursday, October 8, 2009

na base do caruru



No sábado passado eu cozinhei um caruru daqueles. Foi a minha primeira vez. Fazia era tempo que eu andava com isso na cabeça. De vez em quando passava um cheiro, ou alguém falava em quiabo, aí eu lembrava 'poxa, um caruruzinho... ia bem'. Sem falar que não seria bom se o Steve provasse da iguaria, tão comum nas festinhas informais que eu ia aqui e ali. Uma vez, com papeira, toda inchada -- parecia o Cebolinha -- senti aquele cheiro de caruru em casa, o aroma típico do camarão bem condimentado com o doce-torrado do amendoim. Eu acho que era Domingo, minha mãe tinha comprado ou mandado fazer. Pois eu tomei um remédio aí qualquer pra dor pra poder mastigar esta delícia da caruru, porque dor de papeira é de cerrar o osso. Antes da drágea fazer efeito completo, eu já tinha botado uma colherada na boca. Ai meu deus, mas foi bom. Nunca esqueci esse episódio, o que é de espantar, se se levar em conta a amnésia "natural" que possuo da minha infância; não lembro de quase nada que se passou em casa.

Mas voltando pras coisas boas da vida, fiquei besta com a facilidade da receita. Bom, facilidade pra quem vive aqui nos "isteitis". Por exemplo, cortar o quiabo em rodelinhas de 1cm. 1 quilo de quiabo?! Oxe, acho que nem se acha quiabo em estado "naturalis" -- digo inteiro -- por aqui. Comprei o quiabo foi em estado "praticalis", já cortado, congelado e ensacado. Mas orgânico, que eu sou moderna mas também sou natureba. Tem mais, comprar camarão seco e amendoim torrado e sem casca pra passar no 'liqui', depois coar pra ficar só com o caldo. Vê isso! Usei foi pasta de camarão que se vende aqui num vidrinho, de monte. Eu acho que é a mesma coisa que Caldo Maggi de Camarão. Não é coisa que todo mundo tenha em casa, talvez mais os asiáticos ou africanos, ou quem sabe os filipinos. Bom, quase todo mundo, com exceção dos americanos. Eu já tinha em casa, porque o Steve é chegado no lado gourmet da vida. Á pasta de amendoin apliquei a mesma lei, comprei fácil-facil aqui no meu mercadinho de comida natureba, onde o amendoim já torrado e sem casca, senta pacientemente numa trituradora pequena que a gente mesmo aperta um "butão" e a máquina pasteia o amendoim na hora.

Passei a semana toda comprando uma coisa de cada vez, porque em cada ida minha ao mercado eu me esquecia de um ou mais ingredientes (só podia ser aquela música do Zeca Pagodinho me afetando a memória, a do Cosme e Damião, que se instalou na minha cabeça a semana inteira!). Já o quiabo, mesmo cortado, ensacadao e congelado, não se acha em todo lugar não. Eita, quiabo difícil! Chegou no sábado eu disse 'Pronto, é hoje que vair rolar aquela caruruzada'. Aí foi só um abrir de latas, vidros e sacos, e tudo estava no liqui em menos de 5 minutos. Fiquei impressionada. Pensei que ia passar o dia ralando côco e cortando rodela; mas que nada. Pra ter sustança na hora da dentada, comprei camarão grande mesmo, em vez do miúdo. Então vamos dizer assim que esse caruru foi um caruru à primeiro mundo. Ficou no ponto, apesar de eu não comer o prato há muito tempo; eu estava meio preocupada de que não ia lembrar do gosto exatamente, a ponto de conseguir fazer a gororoba corretamente. Mas foi só começar a ferver e o danado começou a cheirar do jeito que eu lembrava. Comemos com arroz integral, e prestou vice?

Ontem, olhando na internet a procedência do caruru -- que os Baianos não deixam ir além da Bahia, mas que alguns dizem ter origem indígena -- descobri que este condimento é tradicionalmente feito no dia 27 de Setembro, em comemoração do dia de São Cosme e Damião e que bota-se mais ou menos quiabo de acordo com o tamanho da graça a alcançar ou do agradecimento que se está a fazer. Agora estou entendo a reclamação do Steve porque não tinha 'okra' o suficiente. Na certa ele tem alguma graça pendente com os santos gêmeos e não me disse nada, o rapazinho. Bom, o negócio agora é descobrir se caruru feito na véspera do dia do santo tem validade...

Wednesday, July 29, 2009

40 graus em Seattle!

A mais alta termperatura da história de Seattle!!

Pense! Eu inventei de ir andando pra uma reunião em downtown!!! No meio do caminho eu fui ver a besteira. Deu calo no pé, eu tava vendo a hora de desmaiar. Ah, não tem aquela brizazinha do mar não, meu fio. O vento era quente mesmo, chega queimava. Desde segunda que o negócio aqui ta esquentado. Não dá nem pra respirar direito. Não tem ar-condicionado em lugar nenhum. A fila no Home Depot comecou à 1 da manhã pra comprar ar-condicionado. Passou agora no jornal que um cara comprou um ar-condicionado por 190 e ao sair da loja, vendeu o aparelho por 400 no estacionamento!! A ambulância não pára, porque o povo com coraão fraco não aguenta, morre.

O Steve desde segunda que dorme na sala. Eu acordei na terça de madrugada com uma dor de barriga!!! A cama ficou tão quente que deu movimentos peristálticos.

Desde ontem que estamos aqui escondidos no porão da casa, porque parte é enfiado na terra aí ainda tá temperatura "ambiente". O Steve tira a roupa toda logo na porta. Ai, bota o short quando sai, pra ir na cozinha, etc. Pense, lá em cima no terceiro andar, no quarto!!! Essas casas aqui são feitas pra manter o ar quente dentro e realmente mantém!!! Passou na TV que não há quartos disponíveis em NENHUM hotel!! Porque a grande maioria das casas aqui não tem ar-condicionado. Muitos idosos e famílias se mudaram termporariamente pra os hóteis. E a quentura continua de noite também. São 10:40pm agora e está meros 31 graus --- ah, uma fresquinha, né? Que nada... Não tem vento não.

E as janelas dos ônibus que não abre?? Só umas lateraizinhas assim em cima. Tinha gente de bikini na cidade, sem ter ido pra praia nem nada.

Bom, mais um dia amanhã de quentura. Tá todo mundo desesperadamente esperando pela noite, quando vai descer pra 17! Ah, inverno, que beleza!

Sunday, February 22, 2009

fresquinho do estúdio

Aqui estão algumas das minhas últimas produções.

Abaixo: anúncio do meu estúdio que eu coloco em cafés aqui em Seattle. Esse anúncio está funcionando muito bem. Tem uma pequena poesia que eu escrevi sobre Tipografia, e embaixo são mini-cartões com o endereço do site do estúdio (www.missclinepress.com), que as pessoas podem levar consigo. Geralmente eu deixo 10 ou 12 mini-cartões, e passo lá de 10 em 10 dias pra repor. É bem bonitinho e a impressão ficou legal. A ilustração é um bloco antigo que veio com o estúdio. Pra ver mais, clique na foto.


Abaixo: mais uma poesia, dessa vez comissionada por Anne Focke, a recipiente da Caixa de Poesias que eu fiz o ano passado. Ela gostou tanto que decidiu dar de presente 100 cópias de uma poesia sobre amigos e morar longe, para os amigos mais próximos. Esse papel imprimiu 10! Ficou lindíssimo. Clique na foto para ver mais.


Abaixo: fiz esse papel de carta para a minha cunhada Michelle. Entalhei uma flor de Íris a mão, porque é a flor preferida dela, assim como azul é sua cor predileta. O papel é de linho, muito bonito e com um toque rústico. São 3 impressões no total, duas no papel de carta, porque são duas cores, e uma no envelope. Fiz 130. Ela amou quando recebeu. Eu não vi porque estava em Londres. Michelle gosta de escrever cartas várias vezes ao ano em datas especiais (dia dos namorados, ou ação de graças), onde ela conta as novidades na família dela. É uma tradição aqui nos EUA, já que todo mundo mora longe, pra poder informar todo mundo da vida cotidiana. Clique na foto para ver mais.

é doce, doce, doce,


Mas ficou uma delícia! Doce de banana de rodela. Só isso mesmo pra gente aguentar o carnaval por aqui. Fiz também uma torta de galinha e o Steve disse que amanhã não sai de casa, que daqui pra terça-feira vai estar obeso (que rima com a terça-feira gorda, que eles chamam aqui).

Nunca tinha feito esse doce, que a minha Vó Jessie sempre fazia, e que é mesmo um dos meus preferidos. Não foi difícil mas demorou mais de 3 horas. Oxe, eu não tô nem aí, porque agora só vivo é na cozinha mesmo. Ah, as riquezas da vida doméstica... Amanhã vamos comer geladinho.

(Na verdade o Steve já comeu hoje quente mesmo, com sorvete de baunilha...)